Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

Por que Marina?

"(...) como economista, vejo o discurso de Marina muito mais moderno que o dos candidatos que lideram as pesquisas. "


As mais recentes pesquisas de opinião de qualquer instituto têm mostrado a forte ascensão da candidata do PT à presidência da república, Dilma Roussef, num quadro já tratado por alguns especialistas como irreversível. Se a tendência se confirmar, a candidata do presidente Lula deve se eleger já no primeiro turno, no próximo outubro.

Sei que a ida a um eventual segundo turno tende a ser nada mais que o adiamento em quinze dias da eleição de Dilma, já que, mesmo lá, o quadro é muito favorável à candidata. Mas a não ida a um segundo turno nas eleições presidenciais me perturba: vejo isso como o esvaziamento do debate político em prol das estratégias de propaganda, ou, mais especificamente, em prol da simples capacidade de transferir voto que o presidente Lula tem atualmente. Na minha opinião, a ausência de um segundo turno é ruim para o Brasil independentemente de qualquer coisa.

Que fique claro também que pelo menos parte do quadro atual se deve, penso, à incompetência surpreendente que rodeou o PSDB nesses últimos meses. Lembremos que há um ano a diferença de vinte pontos percentuais de vantagem nas pesquisas de opinião pertenciam ao candidato José Serra, mesmo muito antes de sua indicação como candidato. A briga de egos entre o então governador de São Paulo e Aécio Neves, além da inexistência de um projeto claro de oposição no país ao longo dos oito anos de governo Lula, contribuiu para que agora esteja absurdamente perdido o que antes estava praticamente ganho.

Sou só um economista, e minha visão do mundo, portanto, é estreita. Como tal, porém, vejo as candidaturas de Dilma Rousseff e José Serra como muito parecidas, apesar das farpas trocadas com mais afinco ocorrer exatamente entre esses dois candidatos. Não sei como seria um governo Rousseff, mas até arrisco a dizer que as políticas de Serra seriam mais (o que em economia eu classificaria como) à esquerda que foram as de Lula, particularmente as do primeiro mandato.

Dilma e Serra parecem ainda trazer consigo aquela tradição cepalina de fetiche por crescimento econômico, o vendo como fim único do desenvolvimento, feito na base de demanda puxada pelo Estado, e a idéia anacrônica de “projeto nacional”. Trata-se do pensamento trazido pelo governo Lula, e simbolizado pelo incremento do papel das estatais, do crescimento ainda maior do governo, e da mão com quatro dedos do presidente estampada no macacão da Petrobrás a pretexto do pré-sal, ao estilo da campanha “O Petróleo é Nosso”.

O que me preocupa mais no Brasil atual é exatamente essa euforia esquizofrênica que estamos sentindo. Vivemos a época da retomada do crescimento econômico, particularmente para as camadas mais pobres da população, da Copa no Brasil, das Olimpíadas, do petróleo. Tentamos salvar o mundo do Irã nos utilizando da nossa tradição pacifista. “Lula é o cara”, de acordo com Obama, e é o líder mais influente do mundo, de acordo com a Times. Nada me tira da cabeça que se tivéssemos ganho a Copa do Mundo desse ano, Dilma teria uns 80% de intenção de voto. Tornamo-nos nacionalistas, falar mal do país é feio: é “ame-o, ou deixe-o”. Nem Serra pode falar mal, pois, se o fizer, perderá votos. Enfim, estamos com aquele sentimento de que falta muito pouco para nos tornarmos a “potência” em que Lula acredita, algo, porém, que já vimos décadas atrás com governos como o de JK, a quem, aliás, Lula gosta de se comparar, e cujos resultados conhecemos.

Pois quem corre por fora nessa empreitada, e é deveras a novidade no discurso político brasileiro, é a candidata Marina Silva, do PV. Nessa eleição, meu voto é dela. Marina Silva é acreana, sobreviveu a sérios problemas de saúde durante sua infância, se alfabetizou depois dos quinze anos graças ao Mobral (programa de alfabetização tardia da época dos governos militares), conseguiu se graduar em História pela Universidade Federal do Acre, foi colega de luta e amiga pessoal do ativista pela Amazônia assassinado Chico Mendes, chegou a senadora e ministra, e poucas vezes a vi se utilizar dessa maravilhosa biografia para arrecadar votos, como o fazem muitos outros candidatos, com muito menos a apresentar.

Além disso, e novamente como economista, vejo o discurso de Marina muito mais moderno que o dos candidatos que lideram as pesquisas. Marina vê o crescimento econômico como um elemento a mais do desenvolvimento de um país, que deve ser composto evidentemente por outros elementos que constituem a qualidade de vida de uma sociedade, numa idéia coerente com a que se tem acerca desenvolvimento na moderna literatura econômica. E ela não se refere somente às questões ambientais, como o eleitor de caricaturas (aquele que confunde absurdamente a Marina Silva com a Heloisa Helena, por exemplo) pode imaginar, mas também ao papel do mercado nesse processo, do Estado, e das instituições, como a própria democracia. Quanto a isso, aliás, Marina parece superar o tom ranzinza que ronda a eleição atual, do embate do “bem” contra o “mal”, compreendendo que mesmo isso faz parte da idéia de desenvolvimento de uma sociedade.

Claro que nem tudo são flores. Por exemplo, não sei quem comporia um eventual governo Marina Silva, não conheço os quadros do PV, e, sinceramente, acho que este não teria condições de montar um governo (só conheço o economista Eduardo Giannetti da Fonseca, que tem orientado Marina nas questões econômicas, e quem seguramente tem influenciado suas idéias acerca de desenvolvimento econômico). Já ouvi falar também de algumas alianças espúrias desse partido nas eleições para os governos de alguns estados. O que realmente me preocupa em Marina Silva, no entanto, é o fato dela ser evangélica, e como isso afetará o tratamento de questões como drogas, aborto e casamento homossexual, que, para mim, compõem invariavelmente uma agenda de desenvolvimento. No entanto, não pensemos que os demais candidatos tratarão disso com mais propriedade. Pelo contrário, seus perfis, mesmo o do PT, com suas alianças com bases eclesiásticas, não parecem tendentes a enfrentar as concepções morais de um dos povos mais conservadores do planeta, como o nosso. Marina, por sua vez, já declarou e explicou a separação que faz de sua fé das questões de Estado, noutra demonstração da maturidade de sua visão de desenvolvimento e democracia.

Porém, sei que a eleição de Marina para presidenta é praticamente impossível e, no fundo, penso também se essa é a melhor hora para um eventual governo seu. No entanto, se eu não votasse em Dilma em virtude de alguma rejeição a ela, a Lula ou ao PT, votaria em Marina, e não em Serra. Num eventual segundo turno, Marina tem muito mais chances de atrair algum eleitor inseguro de Dilma que Serra, contanto com um fenômeno que já elegeu Rigotto e Yeda para o governo do Rio Grande do Sul como “azarões” em virtude da rejeição ao PT naquele estado, como o é Marina nessa eleição à presidência. Se já acho o segundo turno importante para o país, ficaria muito mais satisfeito em ver uma candidata com a história e idéias de Marina Silva lá.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Libertadores é a nossa cara...

Sábado, 13 de Junho de 2009

A Questão Homossexual no Brasil

Ocorre amanhã, em São Paulo, mais uma edição da maior Parada Gay do mundo, devendo atrair para a cidade cerca de três milhões de pessoas, e gerando um faturamento menor somente que o obtido durante o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1.

Embora saibamos que a Parada Gay tem hoje um caráter um pouco diferente do que lhe deu origem, e que seu estilo festivo e colorido não traz à primeira vista a sua verdadeira razão de existir, é sempre bom recordarmos as causas que estão por trás dela (sem trocadilhos, por favor). Lembremos, por exemplo, que o “nome completo” do evento é Parada do Orgulho Gay, com ênfase ao termo “orgulho”, num contraponto ao que, há poucos anos, era motivo de vergonha. A Parada Gay, portanto, tem por principal objetivo legitimar a existência de homo e bissexuais, demonstrando suas sexualidades de forma direta, significando que isso, de forma alguma, deva representar motivo de constrangimento ou razão para qualquer forma de desrespeito.

Eu, como cientista social, sei bem que esse tipo de transformação não é simples nem rápida. Mudar concepções requer questionamentos, debates e reflexões, e a existência de eventos como a Parada Gay seguramente contribuem para isso. Sei também que a idéia que a minha geração tem acerca da sexualidade já é muito diferente da dos meus pais, por exemplo, o que indica o rumo que essa discussão tem tomado nos últimos anos – e o que, no meu entender, representa avanços no nosso senso de humanidade. No Brasil, esse debate está ainda mais avançado, se lembrarmos que, em alguns países europeus, os esquemas de segurança das paradas gays são planejados a fim de evitar conflitos com grupos de extrema direita, nazi-fascistas e religiosos.

Parece verdade também, e de forma comum a todos os países, que as legislações não costumam acompanhar sincronizadamente as mudanças de pensamento existentes numa sociedade. Em alguns, porém, a legislação costuma impulsionar mudanças: de acordo com o blog da Lúcia Hippolito, o pioneirismo da legalização do casamento homossexual é da Dinamarca, em 1989, seguida pela Noruega (1992), pela Suécia (1995), e, pouco a pouco, por outros países do continente. Ou seja, na Europa, a lei costuma se antecipar às mudanças de idéias, colocando o continente sempre na vanguarda de uma série de transformações políticas, econômicas e sociais que, em breve, acabam se transferindo a outras partes do mundo.

No Brasil, ao contrário, as leis costumam sofrer alterações vagarosas, frequentemente se distanciando, e muito, da realidade vivida no país. Embora muitos avanços tenham ocorrido com a Constituição de 1988, mesmo nela a questão da união homossexual não é tratada de forma alguma, se referindo a casamentos e uniões estáveis somente entre homens e mulheres. Portanto, enquanto temos no Brasil a maior Parada Gay do mundo e empresas de pensões e previdência estendendo por conta própria seus benefícios a parceiros homossexuais, juízes ainda têm que tomar decisões, mesmo as favoráveis aos casais de indivíduos do mesmo sexo, com base em legislação não-específica, gerando pouco amparo legal a esse grupo de pessoas. Somente agora foi lançado pelo governo o Plano Nacional de Cidadania e Direitos Humanos LGBT, se tratando, porém, ainda de uma intenção de política pública, e não na garantia de direitos aos homossexuais.

Já ouvi boas razões contra a adoção de crianças por parte de casais formados por pessoas do mesmo sexo, principalmente no que tange ao impacto psicológico que essa união pode ter sobre as crianças adotadas. Contra o casamento homossexual, todavia, não encontro nenhum argumento, sendo sua maioria, como não poderia deixar de ser, vinda de religiosos que querem transformar suas crenças em lei (veja o vídeo abaixo).

Não se trata de apoiar ou ser contrário ao homossexualismo, tampouco de questionar suas causas, razões ou origens, mas simplesmente de respeito às liberdades individuais, o que constitui a essência de uma sociedade democrática. Não cabe ao Estado, afinal, interferir nas decisões privadas das pessoas e em suas vidas particulares, sendo um empecilho para que vivam da forma como acham mais conveniente.

No Brasil, a legislação não só não se antecipa às mudanças sociais com base na idéia de democracia e estado de direito, como sequer acompanha as transformações que já vêm ocorrendo, como é o caso do casamento homossexual. Logo, parece que nós, brasileiros, formamos uma sociedade mais avançada em suas concepções morais que as próprias leis que nos amparam.


Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Diálogo Pós-Moderno

Conversa que tive via MSN com o meu grande amigo Volmir (Discípulo do Poeta), há poucos minutos (ou seja, mais ou menos entre às 3h e 3h45min dessa quarta-feira):

"Discípulo do Poeta diz:
essa gente boêmia

Diego diz:
foda...

Diego diz:
estou tentando mudar de vida

Discípulo do Poeta diz:
q vida tu quer agora?

Diego diz:
uma vida burguesa, monogâmica e católica

Discípulo do Poeta diz:
tb pretendo

Diego diz:
é difícil...

Discípulo do Poeta diz:
mas vamos deixar pra depois do feriadão

Diego diz:
hehe

Diego diz:
segunda-feira a gente começa

Discípulo do Poeta diz:
trato é trato

Discípulo do Poeta diz:
feito!

Diego diz:
e como andam as coisas por ae?

Discípulo do Poeta diz:
sossegadas...

Diego diz:
e os concursos?

Discípulo do Poeta diz:
esperando o feriadão pra viajar

Discípulo do Poeta diz:
não abriram os q eu quero ainda

Discípulo do Poeta diz:
to estudando

Discípulo do Poeta diz:
e tu, q anda fazendo?

Diego diz:
uns artigos encaminhados, dissertação, pensando em doutorado...

Diego diz:
encaminhando a vida burguesa, enfim

Discípulo do Poeta diz:
bem q faz

Discípulo do Poeta diz:
viva a burguesia

Diego diz:
ando cheio de conflitos existenciais tb, como sempre...

Discípulo do Poeta diz:
de q tipo?

Diego diz:
as únicas coisas de que tenho certeza é em relaçao à minha sexualidade e ao time de coração

Diego diz:
do resto, mais nada

Discípulo do Poeta diz:
huauhahuauha

Discípulo do Poeta diz:
quer dizer, pelo teu time tu foi obrigado a virar homossexual

Discípulo do Poeta diz:
é foda

Diego diz:
foda é a pós-modernidade

Discípulo do Poeta diz:
cara

Discípulo do Poeta diz:
as crises existenciais só existem por causa da pós-modernidade

Discípulo do Poeta diz:
essa é a real

Diego diz:
eu sei

Discípulo do Poeta diz:
vamos largar uma bomba na pós modernidade

Diego diz:
mas eu sou fruto do meu tempo

Discípulo do Poeta diz:
fdp

Diego diz:
nao nego isso

Discípulo do Poeta diz:
mas eu tb

Discípulo do Poeta diz:
todos

Discípulo do Poeta diz:
até o pt

Discípulo do Poeta diz:
o último suspiro da modernidade, q se transformou em pós-moderno

Discípulo do Poeta diz:
estamos todos fodidos, na real

Diego diz:
é...

Diego diz:
estou em depressão, mas já me acostumei

Discípulo do Poeta diz:
haha

Discípulo do Poeta diz:
sabe o q é foda?

Diego diz:
sou tão deprimido, que tenho medo de ser emo, sem saber

Discípulo do Poeta diz:
haha

Discípulo do Poeta diz:
cara

Discípulo do Poeta diz:
sabe qual é a merda?

Discípulo do Poeta diz:
hoje em dia, ou tu é gótico, ou tu é emo, ou tu gosta de chico buarque

Discípulo do Poeta diz:
não dá pra aguentar mais

Discípulo do Poeta diz:
não dá pra sair na rua

Diego diz:
cara

Diego diz:
mas eu gostaria de ser gótico, emo ou gostar de chico buarque

Diego diz:
eu queria ter alguma certeza na vida

Diego diz:
acreditar em alguma coisa

Diego diz:
o meu problema é que não paro de questionar meus valores

Diego diz:
pareço um cachorro correndo atrás do próprio rabo

Diego diz:
assim, acabo sem foco, sem saber o que quero... e não saio do lugar

Discípulo do Poeta diz:
sei lá

Discípulo do Poeta diz:
acreditar em alguma coisa sempre é o primeiro passo pra desacreditar depois

Discípulo do Poeta diz:
acreditar em algo é só adiar a constatação da merda q estamos condenados

Diego diz:
e isso é pós-moderno

Discípulo do Poeta diz:
mas não é tão ruim... é engraçado viver na merda tb

Discípulo do Poeta diz:
a real é q não existe mais nada de legítimo

Discípulo do Poeta diz:
ou as pessoas são nostálgicas ou elas são sem valores, ou tem valores falsos

Discípulo do Poeta diz:
não adianta... ou tu gosta de chico ou tu é emo

Discípulo do Poeta diz:
fudeu tudo, cara

Diego diz:
hehe

Diego diz:
chico pelo menos é cult

Diego diz:
acho que vou escolher gostar de chico

Discípulo do Poeta diz:
então começa a falar com o pessoal da universidade pública ae.. compra uma sandália... vai em festinha do dce

Discípulo do Poeta diz:
começa a falar q a estrutura social brasileira tem q ser mudada, vai no bar dos camaradas, e por aí vai

Diego diz:
estou anotando tuas dicas aqui

Discípulo do Poeta diz:
nunca use uma calça nova

Discípulo do Poeta diz:
quer dizer

Discípulo do Poeta diz:
compra uma calça jeans

Discípulo do Poeta diz:
mas surre ela até ela parecer velha

Diego diz:
saquei...

Diego diz:
e pra ser emo, como se faz?

Discípulo do Poeta diz:
dá o cu

Diego diz:
é, vou ficar com o chico mesmo...

Discípulo do Poeta diz:
melhor! claro

Discípulo do Poeta diz:
compra todos os cds do chico

Diego diz:
pior é gostar de chico e de dar o cú

Discípulo do Poeta diz:
pq,

Diego diz:
tipo, é uma crise de personalidade

Discípulo do Poeta diz:
qdo um alienado como eu for discutir contigo sobre música

Discípulo do Poeta diz:
e falar mal do chico

Discípulo do Poeta diz:
tu vai poder dizer

Discípulo do Poeta diz:
eu não sou como vc q escutou um cd com as 10 mais

Discípulo do Poeta diz:
eu conheço toda a obra do chico

Discípulo do Poeta diz:
isso é fundamental

Diego diz:
eu tenho a obra toda em mp3, mas nunca escutei

Diego diz:
é pra parecer que sou inteligente, sabe?

Discípulo do Poeta diz:
claro

Discípulo do Poeta diz:
mas decora todas as letras

Diego diz:
tá mesma pasta dos filmes de putaria

Discípulo do Poeta diz:
um fã de chico não pode deixar de acompanhar nenhuma música

Discípulo do Poeta diz:
boa boa

Discípulo do Poeta diz:
tem tudo a ver

Discípulo do Poeta diz:
haha

Discípulo do Poeta diz:
outra

Discípulo do Poeta diz:
usar óculos ajuda tb a aser aceito no clubinho

Discípulo do Poeta diz:
uma camisa estilo los hermanos

Discípulo do Poeta diz:
mas bem surrada

Discípulo do Poeta diz:
nada q pareça novo

Diego diz:
o meo...

Discípulo do Poeta diz:
mesmo q teu pai seja dono do Santander

Diego diz:
los hermanos é o ó do borogodó

Diego diz:
os caras não são tão ruins... o foda é o que representam

Discípulo do Poeta diz:
emos... sem brincadeiras

Discípulo do Poeta diz:
eles conseguem envolver a ala emo da intelectualidade

Discípulo do Poeta diz:
intelectualidade no sentido pejorativo da palavra, no sentido brasileiro da palavra

Diego diz:
não existe intelectual brasileiro

Discípulo do Poeta diz:
como não, cara?

Diego diz:
aliás, não existe brasil

Discípulo do Poeta diz:
todos q gostam do chico

Discípulo do Poeta diz:
aliás

Discípulo do Poeta diz:
não existe nada

Discípulo do Poeta diz:
uhauhauh

Diego diz:
ninguém sabe onde é o brasil

Diego diz:
só o lula e a globo acham que o brasil é potência

Discípulo do Poeta diz:
e eu"

Discípulo do Poeta diz:
!

Diego diz:
são megalômanos

Diego diz:
e tu

Discípulo do Poeta diz:
foda

Discípulo do Poeta diz:
somos apenas tres

Discípulo do Poeta diz:
mas cara... o chico é o cara!

Diego diz:
claro

Discípulo do Poeta diz:
acredite no brasil

Diego diz:
a culpa é nossa, que não valorizamos nossa cultura

Discípulo do Poeta diz:
exatamente

Discípulo do Poeta diz:
temos q escutar mais chico, caetano, gil

Diego diz:
a nossa cultura é mto boa, nós que não valorizamos

Discípulo do Poeta diz:
velho

Diego diz:
somos um bando de vendidos

Discípulo do Poeta diz:
o brasil é um país tão fascista

Discípulo do Poeta diz:
mas tão fascista

Discípulo do Poeta diz:
q pegaram meia dúiza de loucos e disseram q aquilo é a música popular brasileira

Discípulo do Poeta diz:
tudo q tá fora do clubinho é rotulado de alguma coisa

Discípulo do Poeta diz:
sempre da segunda divisão

Diego diz:
temos que abrir esse país intelectualmente

Diego diz:
esse continente, aliás

Discípulo do Poeta diz:
o mundo, cara

Discípulo do Poeta diz:
o q os ets vão pensar qdo chegarem?

Discípulo do Poeta diz:
país de merda

Discípulo do Poeta diz:
enquanto roberto carlos for rei, xuxa rainha, e chico o porta voz da revolução... ESTAMOS FODIDOS

Discípulo do Poeta diz:
COMPLETAMENTE!

Diego diz:
esse nosso diálogo é histórico

Diego diz:
vou postar no meu blog

Discípulo do Poeta diz:
posta no vagabundos

Discípulo do Poeta diz:
hehe

Diego diz:
postar num blog uma conversa por msn... essa pós-modernidade tá em tudo mesmo"

Domingo, 24 de Maio de 2009

O Primeiro de Uma Leva

Pelo menos, é o que tudo indica…

Na última sexta-feira, Ricardo Martini foi o primeiro dos meus amigos e ex-colegas de UFRGS a defender sua dissertação de mestrado, junto ao CEDEPLAR / UFMG, titulada Ciclos Econômicos e a Composição da Pobreza no Brasil.

Haja vista minha atual estadia em Belo Horizonte, tive a satisfação de assistir sua apresentação e, assim, parabenizá-lo pessoalmente. Mas fica, também aqui, o registro.

Em breve, outros títulos devem vir.

Domingo, 29 de Março de 2009

Os Causadores da Crise



Lamentável...

Terça-feira, 24 de Março de 2009

Corrente Literária

Sugestão da Vivian:

Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
Abra-o na página 161;
Procurar a quinta frase completa;
Postar essa frase em seu blog;
Não escolher a melhor frase nem o melhor livro.
"É importante que isso seja feito."
A Sociedade Afluente - John Kenneth Galbraith